Elas possuem várias faces. Não, isso não é algo ruim! Devido a esta flexibilidade, conseguem identificar com mais exatidão o que precisa ser aprimorado, trocado ou aquilo que precisa ser feito… e para ontem! Conseguem cobrar sem ser agressivas e orientar com solidez e afeto.

Devido a esta sensibilidade, identificam qual o momento certo para dar um puxão de orelha ou se, na verdade, o colaborador precisa ser simplesmente acolhido. Sabe aquela conversa no final do expediente, que todo mundo um dia precisa? Então, elas são ótimas para isto! Adoram ouvir e ajudar. E muitas delas, também adoram falar!

Este é o perfil que toda empresa necessita para ocupar um cargo estratégico, de liderança. Mulheres são organizadas, normalmente não procrastinam tarefas, ótimas para resolver tumultos e acalmar os ânimos exaltados. E são exatamente instituições com colaboradores extraordinários que encantam e marcam definitivamente sua presença no mercado. Um bom exemplo disto é o que ocorre na Natura hoje. A marca pretende atingir o índice de mulheres em cargos de liderança em 50% até 2020.

Mesmo com o eterno desafio de equilibrar casa, família e trabalho, essas guerreiras vêm, aos poucos, conquistando seu espaço. É preciso encaixar todas essas qualidades na cultura da empresa. Desde a presidência, até o faxineiro, a sensibilidade, equilíbrio e razão para lidar com os mais variados tipos de problemas, principalmente em tempos tão desafiadores necessitam estar sempre presentes. Gestores e empresários devem ouvir as mulheres e dar mais atenção, afinal, grande parte das ações que elas se propõem a fazer, fazem perfeitamente bem.

Mesmo, muitas vezes, injustiçadas, enxugam as lágrimas e viram o jogo! Hoje, de acordo com uma pesquisa do SEBRAE, já são mais de 7,2 milhões de mulheres que empreendem no Brasil, geram empregos e movimentam a economia.

E quem ganha com tudo isso? Todos nós, brasileiros!

por: Alexandre Slivnik

matéria da edição de abril da Revista BrazilUsa Orlando