A partir dos 26 anos os homens apresentam diminuição progressiva da produção de testosterona, de modo que aos 50 produzem pouco mais da metade que produziam na juventude.

A diminuição deste importante hormônio pode provocar sintomas gerais e inespecíficos como cansaço, indisposição, desânimo, irritabilidade, insônia, diminuição da capacidade produtiva, diminuição da concentração e raciocínio, afastamento social e até mesmo sensação de depressão e desinteresse pelas coisas que antes julgava importante.

Ao mesmo tempo pode levar ao desenvolvimento de sinais específicos, como perda de força e da massa muscular, ganho de gordura corporal, principalmente na barriga (risco de doenças cardiovasculares), diminuição da libido e da potência, diminuição da fertilidade, diminuição dos pelos corporais, diminuição da resistência física, descalcificação óssea (risco de osteoporose), dislipidemia (aumento do colesterol ruim e diminuição do bom), aumento da coagulação do sangue (risco de tromboembolismo), aumento da resistência da musculatura dos vasos sanguíneos (risco de hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral), arritmias e diminuição da força de contração do coração, diminuição da sensibilidade dos receptores de insulina (risco de diabetes), aumento da produção de proteína beta amiloide cerebral (risco de Alzheimer), entre muitas outras ocorrências maléficas.

Mesmo com este quadro exuberante de sintomas e sinais apenas 1% dos homens nos Estados Unidos, com deficiência de testosterona, faz tratamento adequado. Na maioria das vezes os sintomas gerais são vistos como ansiedade ou depressão e tratados, sem resultado, com antidepressivos ou ansiolíticos, e os sintomas específicos são vistos como decorrentes do envelhecimento e dos hábitos e não tratados ou tratados de forma ineficaz.

Na primeira fase da queda hormonal o tratamento é feito simplesmente com estímulo à produção natural. Na fase mais avançada o tratamento pode ser feito por meio de medicação injetável, medicação transdérmica ou por meio de implante, sob a pele, de pellets de liberação prolongada.

O tratamento correto, em níveis fisiológicos e com hormônio bioidêntico (igual ao que seu organismo produz), é totalmente seguro e reverte rapidamente este quadro, propiciando maior saúde, longevidade, produtividade e, principalmente, aumento da qualidade de vida, fato que inegavelmente contribui para um relacionamento social e familiar altamente positivo e gratificante.

Dr. Dermival Pansera

Matéria da edição de abril da revista BrazilUsa Orlando